quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Abobrinha (s)em crise de identidade.


Adoro alimentos sem personalidade 
definida, tipo... chuchu e abobrinha.
Na verdade, acho que pode se dizer que eles têm a 
personalidade forte, porque podem ser doces ou 
salgados sem ficar com crise de identidade!
Adoro, por exemplo, doce de chuchu e bolo de abobrinha.

Acontece que trouxe uma abobrinha 
do Uruguai -sim uma única abobrinha, 
muito simpática, chamada zapallito de tronco.

Uma abobrinha que, além de ter essa sua personalidade
 não-definida e ser bem simpática, ainda tentou 
bater papo comigo na cozinha.
Isso mesmo. Cada vez que entrava na cozinha, 
ela me olhava com cara de abobrinha
e me perguntava: 
E então, já sabe o que vai fazer comigo?
Não bastando me encarar na cozinha, ainda se fez 
presente sempre que eu falava dos alhos 
(aqueles gigantes). 
Ela entrava no meio da conversa: 
não vai falar de mim não?
Pois os dias foram passando, e, 
pra ser bem sincera, 
eu não havia pensado muito no que fazer com ela.
Fiquei com dó, e eu tinha uma só...
Ela acabou como coadjuvante, 
e perdeu pro dill - 
este sim, não soube ser muito discreto.
Também entraram nessa o tomate pelado, 
o risoni e a carne moída.


O resultado: dill- com risoni e carne moída... 
na abobrinha!

E, pra não deixar a simpática abobrinha magoada, 
chamei a Stella (a Artois) pra acompanhar:
Será que eu estava esperando demais da abobrinha?